4 de maio de 2011

Turning tables...

Jazigo, 2010 - Simone Huck

Era um violoncelo que insistia.
(Ainda que fosse ontem o hoje. Ainda que fosse sol essa chuva).

Era a lembrança apagada que iluminava o vermelho do espinho que furou sua intenção.
(Ainda que fosse desejo. Ainda que fosse tangente).

Era tarde tão cedo.
(Ainda que fosse chorar, sorrindo. Amanhecer, adormecendo).

Era ouvir estando surdo.
Era enxergar não vendo.
(Ainda que fosse um futuro sonhado).

6 comentários:

Elan Popp disse...

Era a vida ainda que parecendo finda. Era a pele sentindo ainda que parecesse anestesiada.

Suas tempestades despertam na alma, o fogo de se fazer existir... o primeiro passo à frente, o primeiro carinho sentido.

Seja SEMPRE!
Bj, querida.

Silmara Franco disse...

Dizer a morte, definitivamente, não é para qualquer um.
Pelo menos, não de um jeito bonito.
É teu feito.
Beijos,

Poeta da Colina disse...

Tem coisas que a gente determina e mesmo assim ainda insiste.

Aline Monteiro disse...

quando a gente ousa o intangível se torna possível...

Sonia Pallone disse...

Si, quanto mais te leio mais me encanto. Inúteis as palavras se a gente nunca consegue exprimir o quanto !!! Um beijo grande neste coração que eu amo.

g disse...

Tantos contrastes, um só fulgor, ser capaz!