Jazigo, 2010 - Simone Huck
Era um violoncelo que insistia.
(Ainda que fosse ontem o hoje. Ainda que fosse sol essa chuva).
Era a lembrança apagada que iluminava o vermelho do espinho que furou sua intenção.
(Ainda que fosse desejo. Ainda que fosse tangente).
Era tarde tão cedo.
(Ainda que fosse chorar, sorrindo. Amanhecer, adormecendo).
Era ouvir estando surdo.
Era enxergar não vendo.
(Ainda que fosse um futuro sonhado).
6 comentários:
Era a vida ainda que parecendo finda. Era a pele sentindo ainda que parecesse anestesiada.
Suas tempestades despertam na alma, o fogo de se fazer existir... o primeiro passo à frente, o primeiro carinho sentido.
Seja SEMPRE!
Bj, querida.
Dizer a morte, definitivamente, não é para qualquer um.
Pelo menos, não de um jeito bonito.
É teu feito.
Beijos,
Tem coisas que a gente determina e mesmo assim ainda insiste.
quando a gente ousa o intangível se torna possível...
Si, quanto mais te leio mais me encanto. Inúteis as palavras se a gente nunca consegue exprimir o quanto !!! Um beijo grande neste coração que eu amo.
Tantos contrastes, um só fulgor, ser capaz!
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