Foto: Simone Huck
Ah, Cecília...
O teu abandono é o meu.
Deita tua boca póstuma na minha, assopra de mim esse eco de outros mundos.
Descansa teus ossos frios no meu corpo quente,
teus naufrágios nas minhas tempestades.
Será que não vê, Cecília?
Será que não reconhece meu rosto nos extremos da noite?
Por onde vagaremos-sombra?
Que mundo recolherá feito grão nossas palavras fragmentadas de amores?
Ah, Cecília...
Teus aclames incendiaram minha cama.
E passei o dia colhendo rosas para te oferecer nos escuros da noite,
quando nossa alma levanta dos abismos de nós
revogando vida em seu motivo de flor.
E agora, Cecília?
O que a sua fria e túmida voz dirá?
5 comentários:
Acho que ela ficará em silêncio minha cara e então lembrará do mar e sentirá seus pés molhados da ilusão da areia e da água. Os braços irão cruzar-se a frente do corpo e um cansaço humano irá se estender por sobre seus vincos. Ela irá ouvir um choro frágil de criança e uma saudade de dias quietos irá se precipitar, tudo passageiro porque ela retêm em seu intimo a verdade dos dias...
Amei (pra variar) suas linhas.
bacio
Ah Cecília, deixa em mim lembranças tuas tatuadas em minha alma!!^^
Lindo!
Como sempre..... é muito bom estar perto do seu coração!!!
Essa leitura faz com que eu faça uma viagem ...eterna viagem!!!
Virá então o silêncio.
Bom demais poder voltar a te visitar, ler seus pensamentos e sentir sua poesia tão intensa e marcante. Beijo grande, moça querida.
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